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Uma eventual participação majoritária do Banco do Brasil no IRB-Brasil Re, maior grupo ressegurador da América Latina, não causará conflito com o Bradesco, também acionista da instituição, segundo o presidente do órgão, Eduardo Nakao No último dia 15, o BB anunciou o início de conversas para compra de fatia no IRB, grupo do qual pretendia se tornar acionista controlador. O Bradesco, vice-líder no mercado de seguros, atrás do Bradesco, tem 21% no IRB.
– O que vejo é que nenhum sócio do IRB tem resseguradora.
Minha visão é que não há conflito – disse Nakao, após evento na Associação Comercial do Rio.
O presidente do IRB acrescentou que não há prazo para a conclusão das conversas para aumento de participação do BB e ressaltou que, independentemente das negociações, o IRB realiza movimentos para se fortalecer no mercado de resseguro no país.
Nakao lembrou que a “regra de bolso” do mercado prevê que uma instituição não pode comprometer mais de 3% de seu patrimônio para uma operação de cobertura de seguro.
Hoje, o patrimônio do IRB é de quase R$ 2 bilhões, o que limita sua atuação em no máximo R$ 50 milhões por operação.
Caso haja sucesso nas negociações, o BB estrearia no mercado ressegurador ocupando a liderança do segmento. O IRB-Brasil tem R$ 10,4 bilhões em ativos.
Uma semana antes do anúncio sobre o IRB, o BB anunciou uma parceria com a espanhola Mapfre, assumindo a vice-liderança em seguros no país, atrás do Bradesco. O banco ainda negocia a compra da fatia da Sul América na Brasilveículos e na Brasilsaúde.
Criado em 1939, o IRB-Brasil deteve o monopólio de resseguros no país até abril de 2008, quando o mercado foi aberto. No entanto, a instituição ainda detém cerca de 90% de participação no setor.
Para Nakao, o mercado de resseguro tende a avançar acima de 10% ao ano na próxima década, beneficiado pelo crescimento mais forte da economia e por grandes eventos e empreendimentos programados para os próximos anos. Fonte: Jornal do Brasil Diretoria Executiva da CONTEC
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