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O Santander abriu a safra de balanços do setor bancário. O terceiro maior banco privado do país mostrou estagnação no terceiro trimestre, tanto em seu lucro como na carteira de crédito. O lucro líquido da instituição ficou em R$ 1,472 bilhão de julho a setembro, ante R$ 1,476 bilhão registrado no segundo trimestre. Já a carteira de crédito da instituição recuou de R$ 134,17 bilhões para R$ 132,95 bilhões entre os dois trimestres -queda de 0,9%. Apesar do resultado, a expectativa dos analistas é que o setor bancário como um todo tenha ampliado o crédito no terceiro trimestre. Ao apresentar retração de 3,3%, o segmento de pessoa jurídica foi o que mais prejudicou a carteira do Santander no período. Para a pessoa física, houve aumento de 2,4%. "O Santander ainda vive um momento de transição, ainda está absorvendo a aquisição do ABN, unificando áreas e buscando sinergias. Seria difícil estar crescendo rapidamente neste momento. Seu resultado no trimestre não chega a surpreender", diz Rodrigo Indiani, analista da Austin Rating. Os rescaldos da crise econômica ainda podem ser percebidos nos números do banco se forem observadas as taxas de inadimplência, que subiram de 5,2% do total em setembro de 2008 para 7,7% em setembro deste ano. No fim do primeiro semestre, os atrasos acima de 90 dias estavam em 7,0%. Diante do cenário de maior calote, o banco elevou consideravelmente as despesas de provisão para crédito de liquidação duvidosa, que saltaram 63,5% em 12 meses e atingiram R$ 8,25 bilhões em setembro. Os números da instituição financeira são melhores se forem considerados períodos de comparação mais longos. Os R$ 3,917 bilhões de lucro que o Santander somou nos primeiros nove meses do ano representaram elevação de 30,3% ante o mesmo período de 2008. No terceiro trimestre, o resultado foi 92% maior que o divulgado 12 meses antes. "Mas não podemos ignorar que o banco teve alguns ganhos extraordinários importantes neste ano", diz o analista da Austin Rating. Entre esses ganhos, destacam-se as vendas de participação em empresas como VisaNet e Tecban. No pregão da Bovespa, as ações do Santander tiveram perdas de 4,4% ontem. No mundo, o grupo Santander alcançou lucro líquido de 6,74 bilhões nos nove primeiros meses de 2009 -recuo de 3% em relação ao mesmo período de 2008. O resultado no Brasil respondeu por 20% dos números mundiais da instituição espanhola. O Santander foi um dos bancos globais menos afetados pela crise financeira.
Fonte: Folha de S.Paulo Diretoria Executiva da CONTEC
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