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Inf.09/1228 - CAIXA LEVA 35,5% DO PANAMERICANO PDF Imprimir E-mail
Qua, 02 de Dezembro de 2009 09:10

A Caixa Econômica Federal fechou ontem a compra de 35,54% do banco PanAmericano, braço financeiro do Grupo Silvio Santos, por R$ 739,3 milhões. O negócio marca a entrada oficial da Caixa na consolidação bancária nacional, quase nove meses após conseguir autorização do Congresso para comprar outras instituições.
A transação segue o modelo fechado no início do ano pelo Banco do Brasil com o Votorantim, em que o banco federal fica com a gestão compartilhada da instituição, apesar de ser minoritário em relação aos antigos controladores. No caso, a Caixa terá 49,5% do capital votante e mais 20,69% das ações preferenciais (sem voto) do grupo.
Para a Caixa, a vantagem é que o PanAmericano fica sem as amarras institucionais dos bancos públicos, ganhando agilidade para fechar negócios e facilidade para atrair funcionários de prestígio com salários competitivos no mercado. Já os antigos controladores conseguem se manter no comando.
O PanAmericano é o primeiro de uma lista de cinco bancos pequenos que estão na mira da Caixa, que, com o Banco do Brasil, vem atuando para aumentar a participação estatal no mercado bancário.
Com o PanAmericano, a Caixa deixa de contar quase que exclusivamente com sua rede de agências e ganha acesso também a 185 pontos de venda e a 22 mil lojas e parceiros comerciais do banco da família Silvio Santos. Entra ainda com força no financiamento de automóveis, incluindo carros usados, segmento em que o Votorantim também é forte.
O PanAmericano tem 2,2 milhões de clientes com algum negócio em andamento e outros 16,7 milhões cadastrados.
"Mais do que um parceiro, a gente queria uma aliança estratégica. A Caixa atua com o mesmo público nosso", disse Luiz Sebastião Sandoval, presidente do grupo Silvio Santos.

Lehman
O PanAmericano vinha crescendo em ritmo acelerado até a quebra do Lehman Brothers, marco da crise global, quando passou a ter dificuldades para captar recursos no mercado, assim como os demais bancos sem correntistas. A proximidade com a Caixa veio da venda de carteiras de crédito. Para retomar o crescimento, o banco precisava de injeção de recursos, o que o grupo Silvio Santos relutava em fazer. O banco passa a ter sua avaliação de risco semelhante ao da Caixa, que tem a União como acionista. Também deixa de ter dificuldades de captar recursos.
O PanAmericano viu na venda de carteiras uma fonte de dinheiro para continuar operando -15% da captação do banco se dá pela cessão de crédito.
Na negociação, a Caixa esbarrou em uma série de dificuldades para avaliar preços de carteiras de clientes, impactos potenciais de contenciosos jurídicos e trabalhistas desses bancos, além do custo-benefício de entrar em determinados ramos de negócios que não conhecia.

Fonte: Folha de S.Paulo

 

Diretoria Executiva da CONTEC

 

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