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Um dos pilares da política do governo para reduzir o impacto da crise financeira internacional na economia brasileira em 2009, os bancos públicos deverão perder espaço na concessão do crédito no próximo ano para as instituições privadas, sobretudo as estrangeiras. Segundo as projeções do diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, depois de aumentarem em 29,2% o volume de empréstimos neste ano, as instituições oficiais deverão registrar crescimento de apenas 17,1% em 2010. Enquanto isso, os bancos privados nacionais dobrarão o aumento registrado neste ano (10,6% para 20,4%) e os estrangeiros reverterão o desempenho pífio de alta de apenas 1,9% em 2009 para 24,5% no ano que vem. "É natural que, na medida em que esses bancos sintam-se mais confortáveis com a situação da economia, eles busquem recapturar fatias de mercado conquistadas pelos bancos públicos ao longo da crise." Na expectativa do Banco Central, esse comportamento fará o total de crédito na economia crescer 20% em 2010, somando um estoque equivalente a 48% de tudo o que é produzido no país, o PIB (Produto Interno Bruto). O aumento projetado para o ano que vem está abaixo do patamar de 30% que o país vivia antes de estourar a crise financeira internacional, em setembro de 2008. Neste ano, mesmo com a forte atuação das instituições oficiais, o crédito deverá crescer apenas 16%, fazendo a relação crédito/PIB encerrar em 45,3%. O crescimento no ano que vem deverá ser sustentado por uma elevação da renda total do país -incluindo as transferências de benefícios como aposentadorias e seguro-desemprego e o programa Bolsa Família- de 7,6%, ante os 5,4% registrados neste ano. O BC acredita que ainda há espaço para elevar o endividamento das famílias, seja por conta da manutenção da renda seja pela redução dos juros.
Desemprego Além disso, o diretor aposta na redução da taxa de desemprego para um dos níveis mais baixos desde 2002. Pelos cálculos de Mesquita, a taxa de desemprego alcançará 6,5% em dezembro de 2010, registrando, com isso, um valor médio de 7,8% no ano em comparação com 8,1% neste ano. "Não se efetivaram as projeções mais pessimistas neste ano e isso se deu por diversos fatores: houve desaceleração do crescimento da População Economicamente Ativa e manutenção da renda com rede de proteção social e incentivos fiscais. Além disso, a crise foi mais intensa no setor industrial. O setor de serviços, que é mais intenso em mão de obra, não caiu tanto", afirmou. Fonte: Folha de S.Paulo Diretoria Executiva da CONTEC
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