| Inf.10/169 - BRASIL RESPONDE POR 20% DO LUCRO TOTAL DO SANTANDER |
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| Seg, 08 de Fevereiro de 2010 13:22 |
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Em todo o mundo, o Santander registrou lucro líquido de 8,943 bilhões de euros em 2009, um avanço de 0,7% em relação ao ano anterior. Segundo os critérios utilizados para divulgação de resultados na Espanha, a subsidiária brasileira do banco espanhol respondeu por 20% desse resultado global, com lucro líquido de US$ 3,013 bilhões, e um crescimento anual de 27% no lucro líquido em dólar. "Apesar de a Espanha viver uma grave crise financeira, nós, no Brasil, praticamente não sentimos os efeitos desse período difícil. Mesmo o resultado global do Santander mostra que o banco tem se saído muito bem nesses momentos de crise", afirma Fábio Barbosa. Para ele, isso se deve à estratégia conservadora adotada pela instituição. "Já fomos considerados monótonos, por não nos envolvermos com ativos de alto risco para impulsionar ganhos de curto prazo. Por isso os resultados são tão bons." Do total do resultado apurado pelo Santander na América Latina, o Brasil responde por 57%. Crédito anima Santander a prever expansão Mesmo com a grave crise vivida em seu país de origem, os números mostram que o banco Santander Brasil sentiu muito pouco os efeitos do pior momento da economia mundial das últimas décadas. Apesar de registrar crescimento de somente 1,7% no ano passado em sua carteira de crédito, que chegou a R$ 138,394 bilhões, o lucro da instituição, segundo os padrões brasileiros de contabilidade (BRGaap) foi de R$ 5,508 bilhões em 2009, um avanço de 40,8% em relação ao ano anterior, sem levar em conta a amortização de ágio pela aquisição do Banco ABN Real. Para este ano, o presidente do Grupo Santander Brasil, Fábio Barbosa, espera um crescimento mais significativo na carteira de crédito e consequentemente, nos resultado final. "Evitamos fazer uma projeção exata, mas podemos dizer que no Brasil, para cada 1 ponto percentual de crescimento do PIB, o crédito cresce de 2 a 2,5 pontos percentuais. Portanto, estamos otimistas", afirma. E o crédito já deu sinais de recuperação no último trimestre do ano passado. O crescimento entre outubro e dezembro foi de 4,1%, em relação ao do terceiro trimestre de 2009, com destaque para a carteira de grandes empresas, que cresceu 7,7%. "Este ano esperamos um crescimento mais acelerado no crédito para pequenas e médias empresas, já que as grandes devem voltar a se financiar no mercado de capitais", afirma Barbosa. No ano passado, esse segmento registrou queda de 5,5%, mas no quarto trimestre, houve incremento de 4,5%. A favor do banco este ano estará também o grande volume de capital disponível para emprestar. Por conta da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) realizada no ano passado, o Índice de Basileia - relação entre o volume emprestado e o patrimônio da instituição - está em 25,6%. O Banco Central determina que essa relação não fique abaixo de 11%. "Essa posição não é a ideal para o banco, mas para aumentar nossa carteira temos de investir em agências, e nossa meta é abrir até 150 novas agências em 2010", conta Barbosa. No que diz respeito à inadimplência, as operações com atraso superior a 90 dias representavam 5,9% da carteira total do banco ao fim de 2009, contra 3,9% em relação a 31 de dezembro de 2008. Mas, nesse quesito, os números também já dão sinais de melhora, já que o nível de atrasos fechou o terceiro trimestre do ano passado em 6,5% da carteira. "Nós não temos um patamar ideal, mas acreditamos que os níveis de inadimplência vão continuar a cair", afirma o presidente do Santander. Nas operações para pessoa física, houve um crescimento de 33% nas operações de crédito consignado, 30,6% no imobiliário e 21,4% em cartões. Mas no financiamento de veículos, o incremento foi de somente 2,8%. "Esse baixo crescimento é resultado de uma estratégia do banco: esta linha tem uma rentabilidade pequena, e nós resolvemos deixar de brigar por participação no mercado, e procuramos melhorar o resultado", afirma Barbosa. Integração com o Real Outro fator importante é o crescimento das receitas com produtos e serviços do Santander em 2009. Dos sete segmentos de origem das receitas da instituição, somente dois registraram queda: fundos de investimento (-11,2%) e comércio exterior (-3,2%). A categoria que registrou a maior alta foi a de seguros e capitalização, com incremento de 23,4% em relação a 2008, com receita total de R$ 1,042 bilhão. "A convergência entre os dois bancos e o fim da parceria que o Real tinha com a Tokio Marine nos ajudaram a conseguir esse resultado", explica Barbosa. As receitas com estruturação de operações no mercado de capitais também cresceram substancialmente, passando de R$ 413 milhões em 2008 para 539 milhões no ano passado. "Tivemos uma ajuda do nosso próprio IPO, mas o fundamental foi a liderança no segmento de fusões e aquisições conseguida no ano passado", afirma o presidente do Santander Brasil. O Grupo Santander Brasil anunciou ontem um lucro líquido de R$ 5,508 bilhões em 2009, um avanço de 41% em relação ao resultado do ano anterior. O bom resultado foi consequência principalmente da política de redução de custos do banco, e também do aumento das receitas com tarifas e seguros, já que a carteira de crédito da instituição cresceu apenas 1,7% no ano. Segundo Fábio Barbosa, presidente do Santander Brasil, os números do quarto trimestre mostram que o ano de 2010 deve ser melhor para o banco. "Tivemos um crescimento de 4,1% na carteira de crédito no último trimestre do ano passado. Não quero fazer uma projeção específica, mas acredito que teremos um crescimento maior este ano." Um fator que pode facilitar um incremento mais significativo do crédito no Santander em 2010 é o volume de capital disponível para emprestar. O Índice de Basileia do banco (relação entre os recursos emprestados pelo banco e seu patrimônio líquido) está em 25,6%; o Banco Central determina que esse índice não fique abaixo de 11%. "Queremos baixar esse número, mas para conceder mais crédito precisamos também abrir mais agências, e nossa meta é inaugurar 150 novas agências neste ano", revela o presidente do Santander Brasil. A subsidiária brasileira do banco espanhol responde por 20% do resultado mundial da instituição e por 57% dos lucros conseguidos na América Latina. Fonte: DCI
Diretoria Executiva da CONTEC |



