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Inf.10/844 - BB reforça lista de fundos de capital protegido PDF Imprimir E-mail
Sex, 25 de Junho de 2010 10:52

O Banco do Brasil (BB) também entrou na onda dos fundos de capital protegido e está oferecendo, até o dia 6 de julho, uma carteira baseada no Índice Bovespa. O banco, que já lançou outros 18 fundos semelhantes, detectou o interesse dos investidores que querem aproveitar os ganhos da bolsa, mas têm medo de perdas, explica Antonio Cassio Segura, gerente executivo de varejo.

Os fundos de capital protegido em geral têm prazo de vida determinado, um ano e meio em média. O Multimercado Capital Protegido Ibovespa do BB vence em 5 de dezembro de 2011, ou seja, em 17 meses.

As carteiras usam estruturas de opções (direito de compra ou venda de um ativo a determinado preço) que permitem ao investidor ter a variação do ativo, uma taxa de juros ou o principal aplicado em várias hipóteses de resultado. Nos fundos anteriores, que arrecadaram R$ 1,7 bilhão dos investidores, dos quais R$ 590 milhões ainda não venceram, o BB usou além da bolsa commodities como ouro, produtos agrícolas ou petróleo.

A nova carteira do BB estabelece um limite de oscilação do Índice Bovespa entre queda de 20% e alta de 40%. Se o índice não bater nenhum dos dois limites, o investidor leva a variação do Ibovespa no período. Por exemplo, se no vencimento do fundo o Ibovespa tiver caído 20% ou subido 20%, o investidor levará rendimento de 20%. Mas se o índice ultrapassar o limite de alta, e não o de baixa, há duas hipóteses: se o Ibovespa terminar o prazo positivo, o investidor leva uma taxa de juros; se terminar negativo, o investidor, abaixo de 20%, leva, além da taxa de juros, a variação do índice.

Caso o índice bata o limite de baixa apenas e fique negativo até o vencimento, o investidor leva o principal investido. Já se apenas o limite de baixa for rompido, mas o índice terminar em alta, o investidor leva a variação do Ibovespa. Caso as duas barreiras sejam atingidas, o fundo pagará uma taxa prefixada.

O fundo é para investidores qualificados, com mais de R$ 300 mil de investimentos, mas a aplicação mínima é de R$ 25 mil. O alvo são os clientes do private bank e do segmento de varejo de alta renda do banco, o Estilo, afirma Segura. "Nosso alvo é o investidor moderado, que tem vontade de investir em bolsa, mas não se sente confortável em correr um alto risco e busca proteção de capital", diz.

Há também um ganho tributário, já que o fundo, como é fechado, tem prazo de aplicação e resgate definidos, não paga o come-cotas. Além disso, nos casos em que é paga a taxa de juros, o rendimento é elevado em relação às opções tradicionais. Um dos fundos antigos, que vence em 1º de julho, rendeu 127% do CDI no período. "O novo fundo atende também os que queriam renovar a aplicação dessa carteira", explica Segura.

Ele afirma que pretende criar carteiras também para o varejo no segundo semestre deste ano. "Estamos desenvolvendo um fundo de capital protegido com possibilidade de resgates bimestrais, mais ajustado a esse público", diz Segura. Ele deve também ser vinculado ao Ibovespa, um referencial mais conhecido do grande público.

Dos 18 fundos de capital garantido lançados pelo BB, 11 já venceram, todos ligados ao Ibovespa, afirma Osvaldo Cervi, responsável pela área de alta renda e private banking. Desses, cinco pagaram a renda fixa aos investidores e outros seis o principal aplicado. "Foram fundos que pegaram o período da crise internacional nos Estados Unidos e evitaram pelo menos as perdas da bolsa", lembra Cervi. Os que pagaram a renda fixa tiveram retornos entre 113% e 178% do CDI. "Há ainda outros sete para vencer, inclusive os de commodities agrícolas, ouro e petróleo", afirma Cervi. Entre eles está o que vence dia 1º de julho.

Fonte: Valor Econômico

 

Diretoria Executiva da CONTEC

 

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