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Inf.10/855 - Prazo para aderir à operação do Banco do Brasil termina hoje PDF Imprimir E-mail
Ter, 29 de Junho de 2010 08:53

Termina hoje o prazo de reserva para os interessados em participar da oferta de ações do Banco do Brasil. Trata-se de uma operação secundária - papéis em poder dos sócios que serão oferecidos ao mercado - que está aberta aos investidores em geral.

A oferta do BB foi dividida em duas fases. Da oferta primária - de ações novas -, somente os investidores que tinham ações do banco podiam participar e o prazo para adesão se encerrou na semana passada, no dia 23. Agora, na secundária, qualquer um pode aderir. Ao varejo serão destinados de 10% a 30% dos papéis. O investimento mínimo é de R$ 1 mil e o máximo, de R$ 300 mil. É possível também aplicar via fundo de ações, por meio do Fundo FIA-BB, que tem aplicação mínima de R$ 200. O preço por ação será fixado amanhã.
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Os funcionários do banco têm uma fatia reservada de 10% da oferta de varejo. O valor mínimo de aplicação é também de R$ 1 mil. O BB conta com um plano de incentivo que facilita a compra de ações por seus funcionários. É possível, por exemplo, realizar a compra direta à vista, com direito a um bônus de 12%. Outra opção para os funcionários está na aquisição financiada com bônus de 6,72%, para pagamento em 12 meses sem juros. Mas se o funcionário aderir ao plano fica proibido de vender as ações por 120 dias.

No total, serão ofertadas 356 milhões de ações ordinárias (ON, com direito a voto), sendo 286 milhões de ações novas e mais 70,849 milhões na oferta secundária.

O BB é o maior banco do país, com 35 milhões de contas, sendo 32,8 milhões de pessoas físicas e 2,2 milhões de pessoas jurídicas. Com mais de 200 anos, a instituição tem uma marca forte e o apelo popular da oferta deve ser bastante grande. O fato de o banco concentrar grande parte da folha de pagamento do funcionalismo público contribui para que muitos deles se interessem em pelo menos entender a operação.

A marca do Banco do Brasil é uma das mais conhecidas e valiosas do país na atualidade, destaca o prospecto da oferta. Entre as marcas mais lembradas pelo consumidor brasileiro em 2009, segundo pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha, o Banco do Brasil foi a instituição financeira mais lembrada pelos brasileiros pelo 19º ano consecutivo.

Em relatório, o Barclays Capital ressalta justamente a força da marca do BB. O fato de banco acessar a folha de pagamento dos funcionários públicos é um ponto positivo. O preço considerado justo para as ON do BB é R$ 39,00, o que embute um potencial de valorização de 46,6% ante o fechamento do papel ontem na bolsa, a R$ 26,60, em queda de 1,85%. No ano, o papel acumula desvalorização de 7%.

O relatório da instituição inglesa traz ainda tabela na qual mostra que a relação preço sobre lucro (P/L, que dá uma ideia do tempo que o investidor teria para obter retorno com o investimento) do BB estimado para este ano é de 8,4 vezes. Quanto menor o P/L, melhor. Esse valor do BB está abaixo dos registrados por Bradesco, Itaú Unibanco e Santander.

Entre os fatores de risco, o BB cita o fato de estar sujeito a políticas públicas do governo federal, "que podem demandar alterações nas estratégias e nas políticas do banco que podem afetar adversamente suas operações". A possível ingerência do governo é o que mais preocupa os analistas. "Alterações no cenário político poderão ter o condão de afetar suas diretrizes", alerta João Augusto Salles, economista da Lopes Filho & Associados.

Fonte: Valor Econômico

 

Diretoria Executiva da CONTEC

 

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