| Inf.10/973 - SulAmérica quer US$ 1 bi em fundo de ações Brasil |
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| Sex, 30 de Julho de 2010 10:25 |
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Durante entrevista ao Valor esta semana, o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Mello, pede licença para interromper a conversa e verificar o alerta de uma mensagem em seu "smart phone". Após uma leitura rápida, diz, animado: "Olha aí, eu estava falando do interesse pelo Brasil e recebo mais um e-mail de gente lá de fora querendo saber com investir aqui." Em parceria com seu sócio holandês, o banco ING, a gestora planeja abocanhar uma fatia da demanda externa por Brasil com o lançamento de um fundo de ações locais para investidores internacionais. Batizado de ING Brazil Focus Equity Strategy, o fundo será oferecido a investidores de mais de 20 países, incluindo nações da Ásia e do Oriente Médio. Com taxa de administração que varia entre 0,6% (para institucionais) e 2,5% (para o varejo), a carteira nasce pequena, com cerca de US$ 10 milhões. Mas a expectativa dos parceiros é ambiciosa: captar US$ 1 bilhão em dois anos. "Todas as semanas eu preparo uma apresentação sobre o Brasil para investidores do ING no mundo", conta Mello. "O Brasil está na moda, temos uma situação fiscal relativamente boa e um crescimento acima da média mundial". Essa é a segunda investida da SulAmérica no mercado externo. Em abril, a gestora lançou um fundo de ações brasileiras para investidores de Taiwan, na Ásia. A carteira atraiu cerca de US$ 170 milhões nos primeiros 15 dias, especialmente de pessoas físicas. Nos dois casos, a SulAmérica é responsável pela escolha dos papéis que vão compor a carteira, que é oferecida pela estrutura global de distribuição do ING. "Além dos escritórios locais do ING em cada país, há uma equipe de distribuição de fundos globais em Nova York", afirma Mello. A estratégia de gestão combina a análise fundamentalista, para escolha das ações, com ferramentas quantitativas para identificar janelas de compra, explica Ricardo Maeji, superintendente de renda variável da SulAmérica Investimentos e responsável pela composição do fundo. A carteira carregará em média 30 papéis, com predomínio de ações de produtores de commodities (40%). Já os papéis ligados ao mercado doméstico representarão cerca de 25% do patrimônio. O restante será dividido entre papéis de setores defensivos, como energia elétrica, e ações de segunda e terceira linha. Maeji vê bom potencial para as ações brasileiras este ano. Depois da alta espetacular do ano passado (mais de 80%), ele vê como natural a cautela dos investidores em relação à bolsa, o que explicaria a dificuldade do Ibovespa em ultrapassar os 70 mil pontos. "No ano, o Brasil é um dos piores mercados do mundo, mesmo possuindo múltiplos atrativos", diz. Pelas contas de Maeji, o múltiplo Preço/Lucro (P/L) da bolsa brasileira para este ano é estimado 10 vezes, abaixo da média da América Latina (12 vezes) e das bolsas de países desenvolvidos (12,5 vezes). O P/L dá uma ideia do prazo de retorno do investimento e quanto menor, melhor. Para o gestor, já é possível observar uma diminuição da aversão ao risco em razão da crise do euro, o que deve beneficiar os papéis de emergentes. "Também está começando a se dissipar o temor de desaceleração mais forte da China, o que impulsiona as commodities e acaba favorecendo a bolsa", afirma o gestor. Maeji passou quatro anos na sede do ING, na Holanda, e retornou ao Brasil faz 11 meses, na esteira da proposta do ING de utilizar a expertise de gestão da SulAmérica para oferecer ativos domésticos a investidores externos. "Há cinco anos, ninguém tinha muito interesse no Brasil, e hoje todos sabem detalhes da nossa economia". Ao todo, a área de gestão da SulAmérica Investimento conta com 16 pessoas. Hoje, a empresa possui R$ 16,9 bilhões sob gestão - 49% em renda fixa, 42% em carteiras multimercados e apenas 9% em fundos de ações. Fonte: Valor Econômico
Diretoria Executiva da CONTEC |