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Inf.10/1129 - Banco Randon estreia com meta de R$ 80 mi PDF Imprimir E-mail
Qui, 02 de Setembro de 2010 10:49

Com capital inicial de R$ 25 milhões, o mínimo exigido pelo Banco Central para a constituição de uma instituição financeira, o Banco Randon planeja um início modesto perto do potencial que pode ser explorado dentro da própria controladora, a Randon S.A., empresa que atua principalmente na fabricação de peças e implementos para veículos de transporte comercial, como caminhões e trens.

Segundo o diretor superintendente da instituição, Joarez José Piccinini, o planejamento é de chegar a R$ 80 milhões em carteira até setembro de 2011. "Queremos primeiro ganhar experiência, tomar corpo dentro deste mercado, para depois pensarmos em objetivos maiores."

Apesar do início modesto, o executivo afirma que o potencial de crescimento do banco é muito grande. "A Randon tem uma projeção de receita líquida este ano de R$ 4 bilhões. É claro que não queremos ter todo este volume de operações, mas esse número mostra que podemos ir muito além desses R$ 80 milhões projetados inicialmente."

Piccinini, no entanto, não deu mais detalhes sobre o planejamento do banco para os próximos anos. "No projeto que enviamos ao Banco Central para constituir o Banco Randon, demos todos os detalhes e todas as projeções, mas esperamos que em dois anos já tenhamos uma carteira de mais de R$ 100 milhões", conta o executivo da instituição.

O diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Randon, Astor Milton Schimitt, que também é vice-presidente do conselho de administração do banco, afirma que a ideia de constituir uma instituição financeira dentro da companhia já tem mais de uma década. "Nós sempre fizemos muitos empréstimos a nossos clientes e fornecedores, temos uma carteira de recebíveis grande. Então, abrir um banco para esse tipo de operação é mais vantajoso, uma vez que a carga tributária é menor." Schimitt explica que em uma operação que envolve duas empresas não financeiras há incidência de IPI, Cofins e uma série de outros tributos, enquanto em um empréstimo feito pelo banco, o único imposto a ser cobrado é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Piccinini afirma ainda que o relacionamento da Randon com seus clientes e fornecedores vai facilitar principalmente o processo de análise das operações de financiamento. "Sabemos que a maior parte das operações será com recursos do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], então as taxas não sofrerão muitas alterações. Mas, sem dúvida, o conhecimento que a Randon tem dos clientes e fornecedores pode agilizar a análise por parte do banco", afirma o executivo do banco.

Parceiras

O Banco Randon está sediado em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e o modelo operacional será de parceria com as revendedoras da Randon. "Esses revendedores vão continuar oferecendo produtos de outros bancos, mas agora também poderão oferecer as linhas do Banco Randon", afirma Piccinini.

O banco terá 18 funcionários próprios e quatro diretores. Com este modelo de operação, a instituição não deve abrir agências ou escritórios em outros locais. "Vamos atuar somente em parceria com os revendedores", afirma.

Em relação à captação, a maior parte dos recursos deve sair mesmo do BNDES, mas o banco vai oferecer outras linhas que dependem de recursos próprios, como o Crédito Direto ao Consumo (CDC) e capital de giro para fornecedores. "Neste caso, vamos captar principalmente com as empresas do grupo por meio de CDB [Certificados de Depósito Bancário]. Acho que não teremos problemas em relação a isso, pois a Randon possui uma boa sobra de caixa para investimentos, e pode passar uma parte disso para o banco sem afetar seu relacionamento com as outras instituições", afirma o diretor do Banco Randon.

O executivo não acredita que o fim do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), programado para dezembro, deve afetar a demanda por crédito para compra de implementos e de caminhões no mercado. "O ritmo atual de crescimento da economia nos dá a impressão de que a demanda vai continuar alta, mesmo sem as condições favoráveis oferecidas pelo programa, que foi feito para incentivar o investimento durante a crise do ano passado." O Programa permite que as empresas tomem crédito para compra de máquinas, equipamentos e peças junto ao BNDES, com taxa de juros subsidiada de 5,5% ao ano. Piccinini afirma também que a instituição pretende atuar sempre com folga em relação ao que pede a regulação do Banco Central. "Nós vamos atuar com uma alavancagem de até sete vezes o capital, quando o BC permite até 11 vezes. No que diz respeito à diversificação da carteira, vamos trabalhar abaixo do limite de crédito a fornecedores que a regulação permite, que é de 15%", detalha.

Ele conta que do pedido de autorização para funcionamento do banco enviado ao BC até o início do funcionamento se passaram dois anos. "Nós mandamos o projeto em 2008 e a autorização de funcionamento saiu em agosto do ano passado. A partir daí nós fizemos a estrutura e formamos a equipe para começarmos a atuar agora".

 

Fonte: DCI 

 

Diretoria Executiva da CONTEC

 

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