| Inf.10/1135 - Servidores do Judiciário fazem greve histórica |
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| Sex, 03 de Setembro de 2010 15:09 |
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A greve dos servidores do Judiciário de São Paulo, que encerrou na quinta-feira (2) se tornou histórica porque foi a primeira no Brasil que fez um dissídio coletivo dentro das normas estabelecidas pela Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), recentemente assinada pelo Brasil. Os embates entre a representação patronal e dos trabalhadores foram árduos, com multas diárias de cem mil reais, que se acumularam em mais de R$ 1,27 bilhão. Pelos dados divulgados pelo Sindicato União, de 19 milhões de processos, apenas 9 milhões ficaram parados, porque foi decidido que somente 40%, dos 43 mil servidores, participariam do movimento, para evitar um colapso total do sistema. Foram 127 dias de paralisação. Os trabalhadores conquistaram reposição salarial de 4,77% paga em janeiro de 2010 e o restante dos 20,16% reivindicados deverão ser pagos no final do ano, por meio do orçamento do Estado. De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Wagner José de Souza, esta foi a mais longa greve da história do Judiciário. Em 2004, os servidores cruzaram os braços por 91 dias. A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) estima que a paralisação tenha atrasado o andamento dos processos em um ano e meio. Segundo o órgão, apesar da presença dos juízes nos fóruns, audiências foram canceladas por falta de funcionários ou de processos. O presidente do sindicato afirma que os atrasos serão sanados com um mutirão dos servidores. Segundo Souza, eles deverão trabalhar nos finais de semana, feriados e fazer horas extras para cumprir os prazos dos processos.
Fonte: UGT e Sindicato União
Diretoria Executiva da CONTEC
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