| inf.12/199 - Crise da dívida compromete resultado do Deutsche Bank |
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| Sex, 03 de Fevereiro de 2012 12:38 |
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A crise da dívida da zona do euro cobrou seu preço do Deutsche Bank da Alemanha e de suas divisões de banco de investimentos, fazendo com que seu lucro líquido do quarto trimestre caísse 69%, para € 186 milhões. O lucro líquido recuou para níveis muito inferiores aos estimados pelos analistas, reunidos pela FactSet, de €492,5 milhões, e são desfavoravelmente comparados aos € 605 milhões registrados no mesmo trimestre do ano anterior. O total da receita líquida recuou 7%, para € 6,89 bilhões. Os resultados refletiram a turbulência e o pessimismo do mercado nas últimas semanas de 2011 em torno das chances da União Europeia (UE) de administrar o excessivo volume de dívida governamental de alguns países em meio a uma economia em desaceleração. A crise se abrandou um pouco desde o encerramento do trimestre, com a alta das ações e maior facilidade dos governos em tomar empréstimos. Mas o resultado imprimiu, mesmo assim, uma nota melancólica à despedida do principal executivo, Josef Ackermann, que presidiu ontem sua décima e última entrevista coletiva anual à imprensa antes de deixar o cargo, em 26 de maio. Ackermann chamou a atenção para o resultado do ano como um todo - um aumento de 86% do lucro do ano inteiro, para € 4,3 bilhões, a partir dos € 2,3 bilhões de 2010. A receita de 2011 aumentou 16%, para € 33,2 bilhões. Ele disse que a maior ênfase dada pelo banco às operações bancárias básicas ao consumidor - impulsionadas por sua aquisição, em 2010, do banco de varejo Postbank - tinha proporcionado ao banco uma base mais estável de lucros do que a fornecida pelos lucros do banco de investimentos, mais voláteis, decorrentes das transações e fechamentos de negócios. "Tivemos de enfrentar circunstâncias externas extremamente adversas no segundo semestre de 2011", reconheceu em seu discurso. Pelo critério antes dos impostos, o banco, na verdade, perdeu € 351 milhões. O resultado final mostrou um lucro devido de €537 milhões em benefícios fiscais contabilizados durante o trimestre por conta de mudanças do lançamento contábil dos benefícios fiscais diferidos, segundo o banco. O Deutsche Bank informou que a crise da dívida fez os investidores fugirem das aplicações de maior risco e reduziu as atividades de mercado que originam seus ganhos. O banco corporativo e de investimentos da instituição - que abriga suas divisões de fusões e aquisições e transações com valores mobiliários - assistiu a uma queda de 26% da receita no quarto trimestre, dos € 4,6 bilhões do mesmo período do ano anterior para € 3,4 bilhões. O lucro gerado pela transação com bônus e com outros títulos representativos de dívida caiu 35%, enquanto as transações de participações acionárias como ações arrecadaram receita 38% menor. A turbulência do mercado na UE fez com que um número menor de empresas levantasse capital por meio da emissão de ações ou venda de bônus, e houve menos fusões e aquisições. A gestão dessas atividades é a forma pela qual os bancos de investimento ganham dinheiro. A receita foi "severamente afetada pelos menores volumes de emissões e pela redução da atividade de negociação", disse Ackermann. "A influência dos desdobramentos políticos, da alta volatilidade e da iminência de uma desaceleração da economia sobre os mercados pesou intensamente sobre as fusões e aquisições, bem como sobre os negócios de originação de participações acionárias e de títulos de dívida." A turbulência da zona do euro obrigou o banco a abandonar, em outubro, sua estimativa de € 10 bilhões em lucros para 2011. Ackermann vai passar a liderança para uma nova equipe de direção, formada pelo co-principal executivo, Ashu Jain, e por Jürgen Fitschen, depois da assembleia dos acionistas do banco agendada para maio. O Deutsche Bank se saiu melhor nas operações bancárias de varejo, uma vez que sua divisão de clientes privados e corporativos contribuiu com um aumento de receita em 22% no quarto trimestre, refletindo a contribuição do Postbank. Fonte: Valor Econômico
Diretoria Executiva da CONTEC
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