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O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, informou ontem que a reunião de cúpula do G-20 buscará amanhã, em Londres, aprovar regras internacionais sobre a remuneração de banqueiros. “Pela primeira vez na história, as economias mundiais vão aprovar regras internacionais sobre a remuneração dos banqueiros”, declarou o premier britânico, anfitrião do encontro em Londres do grupo de países ricos e potências emergentes.
Em um discurso na catedral de São Paulo, em Londres, Brown ressaltou que uma prioridade do encontro das 20 maiores economias do mundo será obrigar os bancos a retornar aos “valores familiares”, centrados no trabalho, honestidade e responsabilidade.
Diante das perguntas insistentes de representantes de organizações não governamentais, o chefe de governo britânico afirmou que os pacotes milionários de sua administração para resgatar os bancos pretendem proteger os correntistas, “não ajudar os banqueiros”. Esta é a primeira vez que se prevê um acordo global sobre as onerosas remunerações dos banqueiros, que provocou uma indignação generalizada na Grã-Bretanha e Estados Unidos por causa das bonificações milionárias pagas pelos bancos e empresas ajudadas pelos governos.
Brasil-França Às vésperas da reunião, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que os líderes mundiais devem fazer progressos concretos para reformar o sistema financeiro internacional. “Precisamos obter resultados; não há opção. A crise é muito séria para que celebremos uma reunião para nada”, declarou Sarkozy, que tenta pressionar os colegas do G-20 a adotar um novo marco regulatório para as finanças mundiais.
Nesta quarta, o presidente francês recebe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir detalhes de uma eventual “aliança” entre os dois países durante as dicussões em Londres. Na prática, a troca de mensagens aproximou o Brasil da Europa Continental, que vai unida para Londres. Dentro da União Europeia, a França e a Alemanha agruparam-se em uma frente pela reforma dos mecanismos de supervisão do sistema financeiro e pelo combate aos paraísos fiscais.
O Reino Unido, de outro lado, mostra-se mais empenhado em negociar o reforço dos pacotes de estímulo, como havia proposto o governo dos Estados Unidos. Entre os pontos de acordo entre o Brasil e França estão bandeiras como a maior regulação das instituições financeiras e a mudança na estrutura de votação do Fundo Monetário Internacional (FMI), condição para a injeção de recursos pelos países emergentes. Fonte: Correio Braziliense
Diretoria Executiva da CONTEC
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