| Inf.09/260 - CITI REAFIRMA ESTRATÉGIA NO BRASIL |
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| Dom, 01 de Março de 2009 21:00 |
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Nada muda para os clientes nem na estratégia do Citibank no Brasil e no mundo, garantiu o presidente do banco no país, Gustavo Marín, sexta-feira, após o anúncio de que o governo americano passará a ter até 36% do capital da instituição com a conversão de ações preferenciais em ordinárias.
Destinada a fortalecer o capital do banco em sua medida mais restrita, a de ações ordinárias ("tangible common equity", TCE), a operação foi mal recebida pelos acionistas por causa da diluição das posições, mas bem acolhida pelo banco. "Agora o Citi tem o mais alto capital da indústria", disse Marín. Para avaliar a solidez de um banco, os analistas, se concentravam mais na relação entre capital nível 1 - "tier one", que inclui ações ordinárias e preferenciais - e os ativos. Com o agravamento da crise, passaram a olhar a relação dos ativos com o TCE. O Citi tem bom índice entre ativos e capital de nível 1 (11,9%), mas era fraco em TCE (cerca de 3%). Com a conversão, o índice do TCE passa a 8,1%. Além disso, acrescentou Marín, "a conversão das ações significa que o governo e demais acionistas apoiam a estratégia e os administradores do Citi. Foi um voto de confiança". A conclusão lhe permite garantir que não haverá mudanças. "Os acionistas aprovaram a estrutura existente", afirmou. "Para eles, o Brasil é parte da estratégia. Investiram no Citi porque viram nele o banco mais global do mundo, capaz de conectar os negócios em várias regiões do planeta". As operações no Brasil, segundo Marín, são bem sucedidas e rentáveis. Como alguns concorrentes estrangeiros estão reduzindo os negócios locais, "há espaço para crescer" e oportunidades para aproveitar, disse o executivo. Em 16 de janeiro, o Citi anunciou a reestruturação do grupo em duas unidades operacionais. Uma delas, chamada Citicorp, reune os negócios varejo - cartões próprios e bancos comerciais e de varejo nos Estados Unidos, Ásia, América Latina e Central, Leste Europeu e Oriente Médio - de banco de investimento e atacado, private banking e serviços de transações globais. A outra unidade, a Citi Holdings, reune ativos considerados fora do coração do banco e que podem eventualmente ser vendidos. Marín descarta também eventual mudança no Banamex, banco do Citi no México, cobiçado pelo brasileiro Itaú Unibanco, com a nova posição do governo americano no capital do banco. Há, de fato, uma legislação mexicana que proíbe que governos estrangeiros exerçam atividade financeira no país. Segundo Marín, a lei, porém, é da época da revolução mexicana e nunca foi colocada em prática. O próprio Nafta a teria jogado por terra. Mas reconhece que há pressões sobre o governo a respeito. Fonte: Valor Econômico Diretoria Executiva da CONTEC |