| Inf.09/626 - SOCORRO A BANCOS SUPERA AJUDA A POBRES |
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| Qua, 24 de Junho de 2009 21:00 |
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O sistema financeiro mundial recebeu no último ano quase 10 vezes mais dinheiro público por causa da crise internacional do que todos os países pobres em meio século. Os dados são de um relatório da ONU, segundo o qual a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é questão de falta de recursos, mas de vontade política. Enquanto emergentes receberam US$ 2 tri em meio século, bancos receberam US$ 18 tri em um ano O setor financeiro internacional recebeu no último ano quase 10 vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século, indica relatório divulgado ontem pela Campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pelas Metas do Milênio. De acordo com a organização, que promove o cumprimento das metas da ONU para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 trilhões em doações de países ricos. Apenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública. A divulgação do relatório coincide com o início de uma conferência entre países ricos e pobres na sede da ONU, em Nova York, para discutir o impacto da crise econômica mundial. O encontro, que acontece até o dia 26, tem como objetivo "identificar as respostas de emergência para mitigar o impacto da crise a longo prazo", segundo a convocação da ONU. Um dos principais desafios será conseguir um compromisso que permita unir países industrializados e em desenvolvimento para definir uma nova estrutura financeira mundial, prestando atenção especial às populações mais vulneráveis. Compromissos O relatório argumenta que a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é questão de falta de recursos, mas de vontade política. – Sempre digo que, se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime – disse à BBC o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty. – O que é ainda mais paradoxal é que esses compromissos são voluntários. Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados. O relatório da organização observa ainda que a crise mundial vai piorar a situação dos países mais pobres. Na última semana, a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) afirmou que a crise vai deixar 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome. Fonte: Jornal do Brasil Diretoria Executiva da CONTEC |