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Inf.09/731 - SANTANDER LUCRA MAIS PDF Imprimir E-mail
Qui, 30 de Julho de 2009 07:47

Terceiro maior banco privado no país, o Santander abriu ontem a temporada de resultados do setor com forte aumento nas provisões para perdas com empréstimo, mas ainda com crescimento na carteira de crédito, no resultado da tesouraria (títulos e ações) e no lucro. O banco, que estuda levantar até US$ 4,3 bilhões com venda de ações na Bovespa, anunciou ainda simplificação societária de sua organização no país.

No primeiro semestre, o Santander apurou lucro líquido recorrente de R$ 1,874 bilhão, resultado 13,5% superior ao mesmo período de 2008, sem considerar efeitos como créditos tributários, amortização de ágio com a compra do Banco Real e venda de participações em empresas como VisaNet, que rendeu R$ 1,14 bilhão. Com esses efeitos, o lucro recua para R$ 1,058 bilhão, 44,1% menos do que no ano anterior.


No mundo, o banco lucrou 4,519 bilhões no semestre -valor 4,5% menor do que em 2008. Depois da Espanha, o Brasil foi o país que mais contribuiu com o lucro global, respondendo por 21% do total em euro. O Brasil foi o país com a maior inadimplência do Santander, de 4,64% da carteira de crédito (era 3,24% em 2008); na Espanha, está em 3,5% e no Reino Unido, em 1,54%.


Para fazer frente à ameaça de não pagamento no país, o banco elevou em 57,9% as provisões para devedores duvidosos, que somaram R$ 4,9 bilhões no final de junho.


"Tivemos de elevar as provisões porque aumentou o nível de atrasos. Houve um aumento grande, especialmente por parte de pequenas empresas, fruto da desaceleração econômica que tivemos e que agora começa a mostrar sinais de reversão", disse Fabio Barbosa, presidente do Santander Brasil.
A carteira de crédito do banco cresceu 14,9% -saltou de R$ 119,5 bilhões para R$ 137,3 bilhões, de junho de 2008 para junho de 2009. O crédito para pessoa física cresceu 12,6% e para empresas, 19%.


Na Espanha, Alfredo Sáenz, diretor-executivo do grupo, afirmou que o banco deve fazer uma oferta de 15% de novas ações no Brasil. Sáenz afirmou ainda que o ganho em sinergia com a fusão com o Banco Real, previsto para o primeiro ano, deverá ser elevado de R$ 800 milhões para R$ 1,3 bilhão.
Antes de ir à Bolsa, o grupo deve agrupar como subsidiárias do banco os principais negócios, incluindo seguro, previdência e gestão de recursos. "Não estamos separando, mas juntando", disse Barbosa.

Fonte: Folha de S.Paulo

 

Diretoria Executiva da CONTEC

 

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