Contec

Inf.08/823 - BRB: NEGÓCIO DIFÍCIL DE FECHAR Imprimir E-mail
Dom, 03 de Agosto de 2008 21:00
Possível alienação do Banco de Brasília será decidida apenas após nova avaliação do banco. Nos próximos dias, Governo do Distrito Federal publicará edital de licitação para escolha da empresa que realizará o serviço de levantamento, estimado em R$ 5 milhões

A definição do destino do Banco de Brasília (BRB) ganhará novo capítulo no início desta semana, quando o GDF publicar edital de licitação para escolha da empresa responsável pela análise dos ativos e passivos do banco. Selecionada a instituição que realizará o serviço, espera-se um prazo de 70 dias a indicação de um valor para venda do BRB. Mas o próprio governo ainda não tem certeza se tomará esse caminho.

Hoje, o BRB se encontra em situação bastante defasada em relação à modernização tecnológica e oferta de serviços aos clientes. Tem como ponto forte apenas a folha de pagamento de servidores do GDF. Mas dois projetos de lei em tramitação no Senado, dos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Romeu Tuma (PTB-SP), ameaçam uma das poucas virtudes do banco, já que pelas propostas os servidores terão direito de escolher a instituição onde desejam receber os depósitos de salários.

Para não correr risco de futuros prejuízos, uma vez que resolução do Banco Central também já define o direito de escolha aos servidores a partir de 1º de janeiro de 2012, o GDF se apressa em passar o BRB adiante. Mas como a medida não é completamente certa, também aposta em investimentos na modernização do banco, como a compra de novos equipamentos, softwares e reforma do centro de processamento de dados. “Se vender, receberemos um valor mais alto. Se não vender, teremos maior capacidade competitiva. Essa é a estratégia que o GDF persegue. Em nenhuma hipótese o DF vai perder”, explica o secretário de Fazenda, Ronaldo Medina.

“Essa é a grande questão que levou o governo a pensar na alienação. O banco ficou muitos anos sucateado em termos de atendimento. Isso é facilmente perceptível na rede eletrônica, muito limitada e lenta. Temos parque tecnológico que há 15 anos não tem renovação de equipamentos, operando com sistemas antigos. Em termos de tecnologia, o banco está muito longe dos demais concorrentes. Não há falhas de segurança, mas deixamos de oferecer novos serviços porque a rede é muito lenta. Esse é o pior problema, pois afasta o cliente. Não obstante, estamos investindo em novos softwares, reforma de CPD e equipamentos. Contratamos profissionais gabaritados no mercado bancário e de informática, com vários anos de experiência, para nos ajudar nesse processo de modernização. Um investimento importante neste ano”, justifica o secretário.

Não será a primeira avaliação pela qual o BRB passa neste ano. Serviço semelhante foi executado há alguns meses, mas a KPMG, empresa contratada na época por R$ 900 mil, não analisou todos os itens necessários para o início de um processo de alienação. Deixou de lado, por exemplo, o balanço dos ativos que o banco tem a receber e qual é o verdadeiro potencial de recebimento, além dos contenciosos judiciais do banco na esfera trabalhista e tributária e efeitos sobre o patrimônio da instituição em algumas operações, como via Cartão BRB.

“Eu ainda não comandava a Secretaria de Fazenda na época em que o BRB contratou a KPMG. A empresa ficou responsável por avaliar o banco a partir do fluxo projetado de lucro para os próximos anos, considerado em termos de valores presentes. Isso foi feito. Mas aquela foi uma avaliação parcial. Um ponto de partida. Aliás, tinha muito mais interesse em avaliar a folha de pagamento do que propriamente o banco. Porém, para efeito de alienação, seja por venda de ações, leilão ou mediante incorporação, precisamos de uma avaliação que inclua outros aspectos muito mais complexos”, esclarece.

O Banco do Brasil manifestou interesse na incorporação do BRB. O BB fará uma avaliação paralela para definição do valor da instituição do DF. “Como são apontados valores diferentes, é preciso chegar a um acordo. Em alguns casos, uma terceira instituição mediadora é contratada para se definir um valor de negócio. Não sabemos se teremos de fazer isso. Mas na prática bancária, isso também pode ocorrer. Vai depender da distância entre os dois valores. Mas acredito que chegaremos a números próximos”, conclui.

Fonte: Jornal da Comunidade
Diretoria Executiva da CONTEC
2008 – CONTEC 50 ANOS
 

Contec Brasil

Get the Flash Player to see this player.

Programa pró equidade

 


Interrupção Prescritiva
Design: Conectando Pessoas - Criação de Sites e Marketing Digital