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Inf.08/822 - BRB VENDIDO ATÉ DEZEMBRO Imprimir E-mail
Dom, 03 de Agosto de 2008 21:00
Valor do negócio deve ser acertado até setembro, no máximo, e Banco do Brasil já prepara processo de incorporação tecnológica e das atividades. Absorção deve ser feita junto com a Nossa Caixa, de São Paulo. O Banco do Brasil já preparou a bateria de fogos. O objetivo é alardear as compras do Banco Regional do Brasília (BRB) e do paulista Nossa Caixa, que, se tudo correr conforme o planejado, serão fechadas até dezembro. O BB está tão certo disso que está finalizando os processos tecnológicos para absorver as duas instituições e treinando pessoal para que a incorporação das atividades dos dois bancos estaduais se dê de forma rápida e sem traumas.

Pelo calendário traçado, o ponto crucial para que as operações sejam fechadas — os preços de compra — será definido ainda em agosto, no mais tardar, na primeira quinzena de setembro. “As consultorias contratadas pelo BB e pelos governos do Distrito Federal e de São Paulo estão dando os últimos retoques nos levantamentos”, diz um dos principais envolvidos nos negócios. “Tudo leva a crer que não haverá grandes distorções nos preços de avaliação, facilitando o consenso”, afirma.

O que mais anima comprador e vendedores, é que todos estão dispostos a fechar negócio. O BB, porque, ao incorporar o BRB e, sobretudo, a Nossa Caixa, dará um salto espetacular em relação aos concorrentes privados, Bradesco, Itaú e o agora gigante Real-Santander. Com a Nossa Caixa, o BB sairá da quarta para a primeira posição do maior mercado do Brasil. E com o BRB, consolidará sua liderança no Distrito Federal, onde está a população com a maior renda per capita do país.

Juntos, os dois bancos farão com que o BB amplie seus ativos em R$ 57,3 bilhões e cresça o equivalente a um Banco Safra, a décima maior instituição financeira do país, segundo os balanços de março. “Não há outro jeito. O Banco do Brasil precisa ganhar musculatura para enfrentar os bancos privados, especialmente agora com a fusão do Santander com o Real, que resultará em um banco com quase R$ 280 bilhões em ativos”, ressalta o especialista em sistema financeiro José Luiz Rodrigues, sócio-diretor da JL Rodrigues Associados.

Do lado dos governos regionais, as vendas do BB e da Nossa Caixa trazem ganhos para todos os lados. Primeiro, porque terão recursos para tocar obras importantes nos próximos dois anos, de olho nas eleições de 2010. A princípio, José Roberto Arruda (DEM) é candidato à reeleição para o Governo do Distrito Federal. José Serra (PSDB), por sua vez, quer disputar a Presidência da República, mas, na pior das hipóteses, pode concorrer à reeleição do governo paulista.

Além disso, São Paulo e o Distrito Federal reduzirão o tamanho da máquina administrativa, poderão concentrar esforços em áreas realmente importantes para a sociedade, como saúde, educação e segurança pública. No caso da capital federal, essa percepção é mais visível. Do jeito que está hoje, o BRB precisa de um importante reforço de capital para se enquadrar às novas regras de segurança internacional impostas pelo Banco Central, a denominada Basiléia II. Estima-se que, para ficar tinindo, o BRB precise de uma injeção de capital entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões. O que o governador Arruda já descartou, diante das brutais demandas sociais no DF.

Assim que os preços de compra forem definidos, os últimos obstáculos para a incorporação do BRB e da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil serão as Assembléias Legislativas. Mas tanto no DF quanto em São Paulo, os dois governos detêm maioria folgada entre os deputados. E, mesmo onde há focos de resistência, há a resignação. É melhor que o BB arremate os dois bancos, do que eles acabem parando nas mãos das iniciativa privada, por meio de leilão. “Na minha avaliação, o ideal é que o BRB continuasse em poder do governo distrital. Mas como não é possível, o caminho menos traumático é a transferência do controle da instituição para o BB. Com certeza, o BB preservará a estrutura do BRB e os empregos que o banco gera”, afirma o deputado distrital Augusto Carvalho (PPS).

Fonte: Correio Braziliense
Diretoria Executiva da CONTEC
2008 – CONTEC 50 ANOS
 

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