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Mercado vê inflação e PIB mais altos em 2024

postado Luany Araújo

O mercado elevou a estimativa para o IPCA e para o PIB em 2024, de acordo com a pesquisa Focus, do Banco Central. A média das estimativas para a inflação neste ano subiu de 3,88% para 3,90% e a do PIB saiu de 2,05% (sobre 2023) para 2,09%. Para 2025, a projeção para o IPCA subiu de 3,77% para 3,78% e o PIB se manteve em 2%.

A atual meta para a inflação do Banco Central é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais e para menos. No entanto, o mercado tem elevado suas projeções para a inflação em 2024 cada vez, o que tem um ponto de preocupação entre os operadores do mercado e até mesmo pelos diretores do Banco Central.

Faltando pouco mais de uma semana para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado manteve a previsão para a Selic em 2024 em 10,25%, o que implicaria em apenas mais um corte pelo Banco Central.

O Itaú Unibanco revisou sua projeção para a Selic em 2024 de 10,25% para 10,50% em relatório divulgado hoje. “Em meio às expectativas de inflação crescentes (já parcialmente desancoradas), atividade econômica resiliente e maiores incertezas doméstica e externa, entendemos que não há mais espaço para cortes adicionais de juros”, escreveram os analistas.

O banco manteve sua projeção de 2,3% para o PIB em 2024, mas destacou que os efeitos das chuvas no Rio Grande do Sul podem afetar o crescimento: “As enchentes trazem maior incerteza para o segundo trimestre e algum viés de baixa para o nosso número fechado deste ano, mas optamos por esperar mais alguns dados para ter a dimensão mais precisa do impacto econômico”.

IPCA de maio

Amanhã, será divulgado o IPCA de maio deste ano, que pode começar a refletir parte do impacto das chuvas no Rio Grande do Sul, algo que analistas ainda não têm muita dimensão. Segundo um levantamento realizado pela Bloomberg, a expectativa no mercado é de que a inflação tenha avançado 0,42% em maio e 3,88% nos últimos 12 meses.

— O IPCA de maio amanhã ainda é uma incógnita muito expressiva para o investidor porque é o período em que o RS sofreu mais impacto com as chuvas, então achamos que isso vai ter um peso sobre o ajuste as expectativas e das apostas para os ativos no mercado — avalia Carla Agenta, economista-chefe da CM Capital.

Fonte: O Globo

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